Ir para o conteúdo

Eixo do mal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para o programa televisivo de opinião política, veja Eixo do Mal (SIC Notícias).
O Eixo do Mal de Bush inclui o Irã, o Iraque, e a Coreia do Norte. Além do Eixo do Mal, conforme John R. Bolton, incluíram-se também Cuba, Líbia e Síria (em laranja). Em azul está o território dos EUA.

Eixo do mal foi uma expressão adotada pelo presidente dos EUA, George W. Bush, inicialmente no seu Discurso sobre o Estado da União de 29 de Janeiro de 2002 e, depois, muitas vezes repetida, para se referir a governos que ele considerava hostis ou inimigos dos EUA, acusando-os de apoiarem o terrorismo e de possuírem armas de destruição em massa. Irã, Iraque e Coreia do Norte segundo Bush, estariam construindo armas nucleares. O governo Bush usou o conceito de Eixo do Mal para obter apoio político à chamada Guerra ao Terror.

Estado da União 2002

[editar | editar código]

Em seu discurso sobre o Estado da União de 2002, Bush chamou a Coreia do Norte de "um regime armado com mísseis e armas de destruição em massa, enquanto mata seus cidadãos de fome".[1] Ele também afirmou que o Irã "persegue agressivamente essas armas e exporta o terror, enquanto uns poucos não eleitos reprimem a esperança de liberdade do povo iraniano".[1] Bush fez a maior crítica ao Iraque, afirmando que "o Iraque continua a ostentar sua hostilidade contra a América e a apoiar o terror. O regime iraquiano conspirou para desenvolver antraz, gás nervoso e armas nucleares por mais de uma década. Isso é um regime que tem e já usou gás venenoso para assassinar milhares de seus próprios cidadãos, deixando os corpos de mães encolhidos sobre seus filhos mortos.[1] Este é um regime que concordou com as inspeções internacionais e depois expulsou os inspetores. Este é um regime que tem algo a esconder do mundo civilizado".[1] Posteriormente, Bush disse: "Estados como estes e seus aliados terroristas constituem um eixo do mal, armando-se para ameaçar a paz do mundo".[1] Nenhum dos terroristas envolvidos no 11 de setembro eram cidadãos das três nações citadas por Bush.[2]

Definição

[editar | editar código]

A definição de Eixo do Mal está no seguinte Discurso do Estado da União, traduzido:

Outros eixos

[editar | editar código]
Mapa dos membros do Eixo do bem

"Eixo do bem" foi a contestação do presidente venezuelano Hugo Chávez à expressão estadunidense, à qual se oporiam Bolívia, Cuba e Venezuela, conforme os vários pactos de cooperação firmados entre eles.[3]

"Eixo da paz" foi o alinhamento entre França, Alemanha e Rússia contra a doutrina de ataque preventivo do governo de George W. Bush nos Estados Unidos, portanto, contra à invasão do Iraque em 2003.[4]

Ver também

[editar | editar código]

Referências

  1. 1 2 3 4 5 «State of the Union Address (January 29, 2002)». Miller Center. Cópia arquivada em 11 de outubro de 2011
  2. ↑ Glass, Andrew (29 de janeiro de 2019). «President Bush cites 'axis of evil,' Jan. 29, 2002». Politico. Consultado em 19 de fevereiro de 2020
  3. ↑ «"Nosotros estamos conformando el eje del bien"». Consultado em 27 de novembro de 2018. Arquivado do original em 29 de abril de 2007
  4. ↑ Soreanu,, Pecequilo, Cristina. A União Europeia : Os Desafios, a Crise e o Futuro da Integração. Rio de Janeiro, Brazil: [s.n.] ISBN 9788535275063. OCLC 900884663

Ligações externas

[editar | editar código]
A Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Eixo do mal